MULHERES SÃO AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DA PRIVAÇÃO DE SONO

Dois novos estudos apontam uma disputa em que as mulheres lideram, mas que não pode ser considerada uma vitória – elas são as principais vítimas da privação de sono.
Um deles, conduzido pela Faculdade de Medicina de Warwick, na Inglaterra, indica que mulheres que dormem pouco estão mais propensas a sofrer de aumento da pressão arterial. O outro, realizado na Universidade de Medicina de Pittsburgh, nos Estados Unidos, encontrou fortes conexões entre a falta de sono e problemas no relacionamento.
No caso do aumento do risco de pressão sanguínea alta, as mulheres na fase pré-menopausa foram as mais afetadas. A explicação é de que durante o sono a pressão cai naturalmente, devido à redução das atividades do organismo, e passar mais tempo acordada do que o ideal faz com que o corpo tenha de lidar com a pressão arterial elevada durante mais horas por dia. Ambos os levantamentos não identificam os riscos quando são os homens que sofrem com problemas relacionados ao sono.
Dia a dia corrido
Os pesquisadores concluíram que por desempenhar um maior número de atividades do que os homens as mulheres tendem a dormir menos. O sono ruim geralmente se deve ao fato de conciliarem trabalho, família, casa e vida pessoal e não está ligado a problemas como insônia, depressão ou síndrome das pernas inquietas.
Como o sono regula as funções cerebrais, inclusive a dos níveis hormonais, é maior o risco de mulheres que dormem mal serem obesas, pois as substâncias que afetam o apetite sofrem alterações. Em média, mulheres que dormem menos do que seis horas por noite consomem 329 calorias a mais por dia do que as que descansam mais tempo.
Fonte: Terra